A mulher que nada. A pele do corpo que flutua em contato com a pele de sal, superfície do mar. Superfície contra superfície, pele e mar: carícias, contatos estimulando e ativando profundezas insuspeitas... Emoções varridas pelo vento suave, que encrespa as águas e arrepia o corpo nu. O dorso oferecido ao mistério abissal, o ventre aberto ao sol. Olhos: oclusos. Miram o sonho, o nunca visto, os pré-sentidos do que pode ser apenas pressentido. O grande útero aquático me sustenta, me ofereço, corpo e alma, em terno sacrifício. Existo. Sou. Eu sei? Eu sinto.
quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012
A pele é a minha casa
A mulher que nada. A pele do corpo que flutua em contato com a pele de sal, superfície do mar. Superfície contra superfície, pele e mar: carícias, contatos estimulando e ativando profundezas insuspeitas... Emoções varridas pelo vento suave, que encrespa as águas e arrepia o corpo nu. O dorso oferecido ao mistério abissal, o ventre aberto ao sol. Olhos: oclusos. Miram o sonho, o nunca visto, os pré-sentidos do que pode ser apenas pressentido. O grande útero aquático me sustenta, me ofereço, corpo e alma, em terno sacrifício. Existo. Sou. Eu sei? Eu sinto.
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