A mulher que nada. A pele do corpo que flutua em contato com a pele de sal, superfície do mar. Superfície contra superfície, pele e mar: carícias, contatos estimulando e ativando profundezas insuspeitas... Emoções varridas pelo vento suave, que encrespa as águas e arrepia o corpo nu. O dorso oferecido ao mistério abissal, o ventre aberto ao sol. Olhos: oclusos. Miram o sonho, o nunca visto, os pré-sentidos do que pode ser apenas pressentido. O grande útero aquático me sustenta, me ofereço, corpo e alma, em terno sacrifício. Existo. Sou. Eu sei? Eu sinto.
quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012
A pele é a minha casa
A mulher que nada. A pele do corpo que flutua em contato com a pele de sal, superfície do mar. Superfície contra superfície, pele e mar: carícias, contatos estimulando e ativando profundezas insuspeitas... Emoções varridas pelo vento suave, que encrespa as águas e arrepia o corpo nu. O dorso oferecido ao mistério abissal, o ventre aberto ao sol. Olhos: oclusos. Miram o sonho, o nunca visto, os pré-sentidos do que pode ser apenas pressentido. O grande útero aquático me sustenta, me ofereço, corpo e alma, em terno sacrifício. Existo. Sou. Eu sei? Eu sinto.
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6 comentários:
Que texto maravilhoso ! a delicadeza de suas palavras e pensamentos. Seu blog é encantador.
Obrigada por seguir.
Abraço
Rayssa
Adorei o seu blog, Parabéns!
♥
Conheça o www.artecomfeltro.blogspot.com
Beijos
Rayssa,
fico sensibilizada pelos elogios, apenas sigo meus instintos quando escrevo, motivada às vezes por tão pouco: neste caso, uma imagem que me tocou.
Teu blog é muito especial, pelo que você escreve e pelo que você transcreve de outros autores, sempre pertinentes.
Seguirei sendo tua leitora!
Amiga,
já visitei e estou seguindo teu blog, parabéns pelo trabalho tão delicado e cuidadoso!
É mar pra se afogar. Amar pra se salvar.
Fred,
comentário poético o teu!
Já sou tua seguidora também...
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