quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

A pele é a minha casa

A mulher que nada. A pele do corpo que flutua em contato com a pele de sal, superfície do mar. Superfície contra superfície, pele e mar: carícias, contatos estimulando e ativando profundezas insuspeitas... Emoções varridas pelo vento suave, que encrespa as águas e arrepia o corpo nu. O dorso oferecido ao mistério abissal, o ventre aberto ao sol. Olhos: oclusos. Miram o sonho, o nunca visto, os pré-sentidos do que pode ser apenas pressentido. O grande útero aquático me sustenta, me ofereço, corpo e alma, em terno sacrifício. Existo. Sou. Eu sei? Eu sinto.

6 comentários:

Rayssa disse...

Que texto maravilhoso ! a delicadeza de suas palavras e pensamentos. Seu blog é encantador.
Obrigada por seguir.
Abraço
Rayssa

Arte com Feltro - Hingrid Ramos disse...

Adorei o seu blog, Parabéns!

Conheça o www.artecomfeltro.blogspot.com

Beijos

Alma Inori disse...

Rayssa,

fico sensibilizada pelos elogios, apenas sigo meus instintos quando escrevo, motivada às vezes por tão pouco: neste caso, uma imagem que me tocou.

Teu blog é muito especial, pelo que você escreve e pelo que você transcreve de outros autores, sempre pertinentes.

Seguirei sendo tua leitora!

Alma Inori disse...

Amiga,

já visitei e estou seguindo teu blog, parabéns pelo trabalho tão delicado e cuidadoso!

Fred Caju disse...

É mar pra se afogar. Amar pra se salvar.

Alma Inori disse...

Fred,

comentário poético o teu!
Já sou tua seguidora também...