Sempre me interessei pelos estados em que a mente divaga, foge para regiões não controladas pela luz, mergulha e retorna trazendo imagens estranhas ao mundo da vida real e que só podemos vislumbrar quando a consciência se apaga. Um estado mágico, em que o corpo em repouso e a mente em trabalho silencioso e intenso se unificam e tornam-se parceiros numa viagem, que muitas vezes é também busca. O grande Mistério! Sob as bênçãos e a proteção de Hypnos...
terça-feira, 28 de julho de 2009
Hypnos
Sempre me interessei pelos estados em que a mente divaga, foge para regiões não controladas pela luz, mergulha e retorna trazendo imagens estranhas ao mundo da vida real e que só podemos vislumbrar quando a consciência se apaga. Um estado mágico, em que o corpo em repouso e a mente em trabalho silencioso e intenso se unificam e tornam-se parceiros numa viagem, que muitas vezes é também busca. O grande Mistério! Sob as bênçãos e a proteção de Hypnos...
Pornografia
A palavra de vida fácil assusta, pois libera, solta a língua antes contida. A palavra, em seu sentido condicionada pelo "bom senso" da sociedade, nos condiciona: somos todos tolos, vítimas da proibição de sons e sentidos que as palavras malditas carregam. Nossas línguas, presas a hábitos, quando rompem as fronteiras encontram as cercas farpadas da censura altiva. Não nos é permitido o doce que é gozar pela boca a vida, ela mesma ávida a pedir a violência libertária e repetida do mantra que cantaria suas impurezas, todas essas belas, quentes redentoras impurezas que herdamos dela.A imagem que ilustra esta postagem é a fotografia Stromboli Pietá, da artista Marina Abramovic, de quem sou admiradora.
quinta-feira, 23 de julho de 2009
Sentindo uma pintura
Não sou nenhuma especialista em arte, então vou me permitir algumas reflexões soltas a partir desta tela de Iberê Camargo, da qual nem ao menos sei o nome. Importa?Iberê Camargo é um escorpiano, como eu. Então ele entende e sabe da escuridão, do negrume da dor, do desespero e, por que não, das alegrias contidas e escondidas no fundo de cada um de nós. Cada desvão da alma pode ser um tesouro desconhecido, apenas aguardando nossa atenção e nossos cuidados. A lágrima que escorre é vida que flui, toda emoção se revela em líquido. A vida nasce líquida, o sêmen em busca da terra que é o útero, que acolhe, protege, nutre e gera. Toda depressão se origina na melancolia, que nada mais é que saudade não reconhecida. Saudade de quê? Talvez, do Paraíso perdido, mas que ainda guardamos como referência de felicidade... Expulsos do Paraíso, estamos grudados ao solo da vida. Então há que cuidar das raízes! Só assim enriqueceremos a seiva e daremos bons frutos...
quarta-feira, 22 de julho de 2009
Meteoritos são chave para vida na Terra
"Chuvas de meteoritos que atingiram a Terra há 4 bilhões de anos podem ser peças-chave para ajudar a decifrar o mistério de como a vida surgiu no planeta. Cientistas do Imperial College, de Londres, concluíram que frequentes tempestades de meteoritos teriam liberado gases suficientes para deixar o planeta mais quente e com água, gerando condições ao surgimento de vida.– Devido à sua composição química, existem sugestões de que os antigos meteoritos foram uma forma de fornecer à Terra, logo no início, água em estado líquido – afirmou o autor da pesquisa, Richard Court.
Com base nas estimativas do número de impactos registrados neste período, os pesquisadores acreditam que 10 bilhões de toneladas de água e dióxido de carbono teriam sido trazidos à Terra a cada ano, durante o período conhecido Bombardeio Pesado Tardio (LHB, na sigla em inglês). Durante o período, um número extraordinariamente alto de meteoritos atingiu vários planetas do Sistema Solar.
Os cientistas sugerem que isso, por sua vez, teria levado a um aquecimento do planeta, à formação de oceanos líquidos e a um ambiente mais habitável.
– Agora, temos dados que revelam o quanto de água e dióxido de carbono foram injetados diretamente pelos meteorito. Estes gases poderiam ter começado a agir imediatamente, estimulando o ciclo da água e esquentando o planeta – disse Court, que publicou o trabalho na revista especializada Geochimica et Cosmochimica Acta.
Para chegar à esta conclusão, os pesquisadores aqueceram rochas espaciais para medir os gases que teriam sido liberados quando os meteoritos entraram na atmosfera. A equipe aqueceu 15 fragmentos de meteoritos antigos recolhidos de várias partes do mundo em até 20 mil graus Celsius. Assim, as rochas foram transformadas em gases.
Os cientistas descobriram que um fragmento médio de rocha liberava 12% de sua massa na forma de vapor de água e 6% como dióxido de carbono."
Esta matéria que li no Jornal do Brasil on line http://jbonline.terra.com.br/pextra/2009/06/19/e190618323.asp me fez pensar numa metáfora para o surgimento da vida no nosso planeta: a Terra, como um grande útero, sendo atingida e fecundada por uma chuva de meteoritos-espermatozóides!!!
segunda-feira, 20 de julho de 2009
Tantra
O ocidente nada entende do sexo, e a modernidade apenas piorou o quadro como um todo. A liberação sexual foi um engodo, e o próprio termo “liberação” mostra as diferenças do estado atual da sexualidade com relação a uma verdadeira e real libertação. Libertação não da mulher, nem do homem: libertação das energias que o ocidente desconhece e, desconhecendo, deixa ao sabor do acaso. Freud foi pioneiro no ocidente a pensar o sexo como pulsão (suas afirmações sobre a sexualidade infantil chocaram o meio da época), mas infelizmente por razões históricas desenvolveu seus estudos mais como um "problema" e, em última análise, defendia uma certa dose de repressão para que a civilização se mantivesse de pé. Reich tinha razão quando apontava a sexualidade como o fator central da experiência humana, não como "nó", mas como possibilidade de revolucionar a convivência entre os sexos e, indo além, chegando a transformar as relações sociais. Neste sentido, talvez tenha sido o primeiro “cientista” ocidental a entender profundamente as energias envolvidas no ato sexual. Jung abordou com propriedade o lado místico da sexualidade, como alquimia e “misterium connunction”. Mas infelizmente são vozes isoladas num deserto de incompreensão, estupidez, cegueira e preconceitos. Até mesmo os “moderninhos” que dizem seguir e praticar o tantra estão mais para adolescentes tardios, deslumbrados com uma liberdade superficial e incapazes de compreender em profundidade a necessidade de disciplina e real ligação entre os parceiros para que o “mistério” e a luz se façam a partir do mais recôndito território que guardamos em nós. Incapazes de compreender o corpo como veículo, apenas aumentam quantitativamente o prazer que, se bem conduzido, os elevariam em qualidade de vida e de compreensão cósmica. É pena!
No mar sou estrela
Toda água é meu elemento: rios, cachoeiras, lagos, lagoas... Mas só o mar sabe à sal. No fluxo das cachoeiras sinto o fluxo da vida, mas quando me banho no mar é como se retornasse ao útero da Grande Mãe mítica. No mar sou criança outra vez: livre, alegre, liberta, vivendo o presente que me é concedido. No mar sou estrela e luz. E brinco de ser eu, sem nenhum outro compromisso que não seja flutuar. Por que no mar eu não mergulho: o mar é meu ar.
domingo, 19 de julho de 2009
Coração em chamas
Meu coração em chamas na verdade é lento. Meu coração sente muito. E só se dá de presente quando atento ao que os olhos não vêem. Sei muito bem o que meu coração deseja: quer amor, quer carinho. Meu coração busca aconchego e sossego depois do sexo e da cama. Meu coração é exigente, dado a muito pouca gente. Quando se abre de repente é porque já teceu a teia em volta do amor que é chama, saboreando a trama.
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