quinta-feira, 23 de julho de 2009

Sentindo uma pintura

Não sou nenhuma especialista em arte, então vou me permitir algumas reflexões soltas a partir desta tela de Iberê Camargo, da qual nem ao menos sei o nome. Importa?
Iberê Camargo é um escorpiano, como eu. Então ele entende e sabe da escuridão, do negrume da dor, do desespero e, por que não, das alegrias contidas e escondidas no fundo de cada um de nós. Cada desvão da alma pode ser um tesouro desconhecido, apenas aguardando nossa atenção e nossos cuidados. A lágrima que escorre é vida que flui, toda emoção se revela em líquido. A vida nasce líquida, o sêmen em busca da terra que é o útero, que acolhe, protege, nutre e gera. Toda depressão se origina na melancolia, que nada mais é que saudade não reconhecida. Saudade de quê? Talvez, do Paraíso perdido, mas que ainda guardamos como referência de felicidade... Expulsos do Paraíso, estamos grudados ao solo da vida. Então há que cuidar das raízes! Só assim enriqueceremos a seiva e daremos bons frutos...

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